Primeiros passos
1. Gravar a ISO
- Transfira a ISO e verifique o SHA-256 antes de mais nada (ver Transferir).
- Grave-a numa pen USB. A ISO é híbrida: é copiada tal e qual para o dispositivo, sem descomprimir nem «instalar» nada. No Linux:
sudo dd if=redderos-ubuntu-amd64.iso of=/dev/sdX bs=4M status=progress conv=fsyncSubstitua /dev/sdX pela pen USB (confirme com lsblk). Tudo o que estiver nessa pen é apagado.
Para a experimentar sem pen USB, numa máquina virtual:
qemu-system-x86_64 -m 3G -enable-kvm -cdrom redderos-ubuntu-amd64.isoCom 2 GB de RAM arranca, mas o sistema é copiado inteiro para a memória (toram), por isso, com o
ambiente de trabalho, convém dar 3 GB ou mais.
2. Arrancar
Arranque o computador a partir da pen USB. O RedderOS funciona em BIOS e em UEFI. O menu do GRUB espera 5 segundos e entra em RedderOS, que é a entrada de uso normal. As restantes estão explicadas em Menu de arranque.
O sistema é copiado para a RAM e, a partir daí, não usa o disco interno do computador: não o monta nem ativa a sua swap, mesmo que exista.
3. O ecrã de entrada
Quando o arranque termina, aparece o ecrã de entrada do RedderOS. A interface do sistema está em espanhol. Não mostra nenhuma lista de perfis: não existe. Há apenas dois campos, Perfil e Frase de paso (frase-passe). No canto inferior vê-se o estado do Tor.
- Sessão amnésica: deixe Perfil vazio e prima Enter (o botão diz «Sesión
amnésica»). Entra como o utilizador
anonnuma pasta pessoal vazia. Tudo vive na RAM e é apagado ao terminar sessão ou ao desligar. É o modo recomendado se não precisar de guardar nada. - Abrir um perfil: escreva o nome do perfil e a respetiva frase. O sistema procura-o em todos
os discos ligados e, se o encontrar, abre o seu ambiente de trabalho com o seu
/homecifrado.
No mesmo ecrã pode desligar ou reiniciar. O teclado está em espanhol, tanto aqui como no ambiente de trabalho e na consola.
4. O ambiente de trabalho
É um ambiente de trabalho Xfce, escuro e com uma única área de trabalho. Traz três atalhos:
| Atalho | O que faz |
|---|---|
| Tor Browser | Da primeira vez, transfere o Tor Browser pelo Tor e verifica a assinatura. Depois abre-o. |
| Terminal | Um terminal Xfce. |
| Estado do RedderOS | Executa redder-status: Tor, firewall e reforço, num relance. |
A rede só funciona através do Tor. Enquanto o Tor não estiver ligado, não há ligação: é o esperado, não uma falha (ver Rede e Tor).
Ao terminar sessão, volta ao ecrã de entrada. Se era uma sessão amnésica, a sua pasta é apagada; se era um perfil, é desmontado e o sistema esquece que existia.
5. Criar um perfil
Um perfil guarda o seu /home cifrado entre arranques, num disco à parte (outra pen USB, por
exemplo) que o RedderOS converte num cofre. Precisa de pelo menos 257 MB.
- No ecrã de entrada, prima Crear perfil… (criar perfil).
- Escolha o disco. Se for a primeira vez, marque «Es un disco nuevo: prepararlo como bóveda» (é um disco novo: prepará-lo como cofre). Isso apaga todo o seu conteúdo e enche-o de dados aleatórios.
- Escreva um nome (minúsculas, números,
-e_) e uma frase com pelo menos 12 caracteres, duas vezes. - A ranhura (0–7) vem escolhida ao acaso. Altere-a só se partilhar o cofre com alguém (ver abaixo).
- Marque «Entiendo que la frase no se puede recuperar» (compreendo que a frase não pode ser recuperada) e prima Crear y entrar (criar e entrar).
6. Voltar a entrar
No arranque seguinte, com o cofre ligado, escreva o nome do perfil e a frase. A procura demora alguns segundos: a chave é derivada com Argon2id, que é lento de propósito.
Se o nome não existir ou a frase estiver incorreta, verá a mesma mensagem: «No se ha podido abrir el perfil.» (não foi possível abrir o perfil). É intencional: assim ninguém consegue verificar se um perfil existe.
7. Desligar
Desligue a partir do ecrã de entrada ou do ambiente de trabalho. Nada fica escrito no disco do computador.
Para, além disso, substituir a RAM livre antes de desligar (contra ataques cold boot), use o
redder-wipe num terminal (ver Comandos).